15/03/2004

Caros,

Recordo que para a próxima aula vcs tem o seguinte material para trabalhar:

Texto (leitura): Um novo cartógrafo (de Gilles Deleuze sobre Foucault)
Site: Change Beliefs (de Jenny Holzer)
Vídeos: Truisms disponíveis em http://www.pucsp.br/~gb/aula1803.htm

Com base nesse material e tendo os projetos de Jenny Holzer como foco da discussão, cabe perguntar:

Do ponto de vista da arte que se faz com mídias digitais, seriam ainda relevantes as posturas críticas que denunciam o esgotamento da fórmula de Jenny Holzer (que, supostamente, teria recaído numa arte sem surpresas, que se cita continuamente)?

Ou poderíamos falar em exercício de sampleagem?

Trata-se de uma communication artist, nos limites estabecelecidos por Paik, ou de uma "ad" artist?

Em que medida os projetos de Holzer dialogam com os lugares que ocupam?

Ou melhor: O que é Jenny Holzer no museu e o que é Jenny Holzer no espaço publicitário e da mídia?

Não seria ela -- a media artist mais bem sucedida institucionalmente -- o exemplo mais bem acabado da incompatibilidade entre a artemídia e os lugares convencionais da arte?

Pediria, ainda, que revisassem os posts anteriores e, especialmente, a polêmica aberta pelos comentários da Juliana Monachesi e da Raquel Rennó sobre o papel da intencionalidade na conformação da obra de arte... E, também, recuperar a discussão que inciamos sobre a particularidade dos enunciados da cultura de rede

O resumo da aula e suas principais questões está disponível em http://www.pucsp.br/~gb/aula1803.htm.


Para acessar as aulas anteriores, consultar arquivo deste blog e Índice de aulas dadas (no site)



Escrito por gb às 15h48
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14/03/2004

Caros,
Mais lenha na fogueira.
Raquel Rennó responde ao post da Juliana Monachesi, contrapondo a idéia de controle oblíquo à da intencionalidade. Com isso, parece-me que já temos uma primeira questão na pauta da discussão sobre os nexos e distâncias entre Orson Welles, Paik e Holzer e sobre como seus projetos se relacionam -- ou não -- às experiências, enunciados e visibilidades de uma cultura de rede, que se diferenciaria de uma cultura do broadcasting.
Acessem arquivo do dia 11/03 para recuperar o meio e início da polêmica.
(Re)leiam post do dia 12/03 para pegar o fio da meada da próxima aula...

Segue trecho do comentário da Raquel:

Pensando sobre a questão da intencionalidade, me lembrei de uma parte do livro Emergência do Steven Johnson, onde ele fala do controle (elemento diretamente relacionado a esta questão). Ele escreve sobre o que ele acha que realmente há de distinto na percepção das crianças da geração games :"acho que estas crianças desenvolveram outra habilidade, que quase se parece com a paciência: ficam mais tolerantes quando não conseguem manter o controle, mais tolerantes com aquela fase exploratória em que nem todas as regras fazem sentido e poucos objetivos são definidos com clareza. Em outras palavras, estão mais bem equipadas do que ninguém para adotar o sistema de controle mais oblíquo do software emergente. O trabalho difícil do design interativo de amanhã será explorar a tolerância - suspensão do controle- de maneiras que nos iluminem, que ultrapassem os resíduos insultuosos das princesas e dos feitiços mágicos."


Escrito por gb às 11h59
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