31/03/2004
A associação corrente entre “browser” e navegador foi promovida pelos programas mais comuns de utilização da Web (Netscape e Internet Explorer,por exemplo) que quase transformaram a idéia de Rede na idéia de uma
grande biblioteca oitocentista.
Programas pautados pelas coordenadas de garantir a consulta de diferentes
conteúdos a partir de um mesmo lugar, assegurar que os sites solicitados
abram na página desejada e que seja possível transitar pelos seus links;
cabe-lhes criar analogias entre o universo bibliográfico e o digital, imprimindo
uma certa ordem ao caos.
Mais do que programas de navegação, Netscape e Explorer são, portanto, grandes programas de paginação, extremamente adequados ao universo simbólico no qual a Internet aparece como consolidação da biblioteca e/ou arquivo universal.
Tomando como base da discussão O Livro depois do Livro, de minha autoria, o capítulo sobre interfaces de Lev Manovich (The Language of New Media) e o site Influenza, de Rafael Marchetti (v. links, neste blog), pergunta-se:
- Quais são os enunciados da interface cultural que dialoga com o diagrama da Rede?
- Que paradigmas nos permitem falar em uma browser art?
- É possível pensar a arte on line fora dos parâmetros da comunicação e dos requisitos da edição?
Escrito por gb às 19h27
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