06/04/2004

Las Meninas

Veja a Imagem
Las meninas, coloridas e em boa resolução.

Escrito por gb às 17h28
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Caros,

A aula do dia 15/4 discutirá figurações e representações do corpo humano no contexto da cultura de Rede.

A discussão dará prosseguimento às ponderações feitas na aula do dia 1º de abril, baseadas na análise de "Influenza" e "Riot" , em que estabelecemos o enunciado do browser como interface cultural da contemporaneidade, em contraposição ao imaginário da visão enquadrada em janelas (páginas, molduras, telas, navegadores etc).

Ou seja, o debate que interessa aqui é o orientado à compreensão dos enunciados não-discursivos do quadro cultural que estamos chamando de cultura de Rede e de que maneira eles constróem horizontes de visibilidade e legibilidade.

O material que subsidiará essa discussão é:

Os ensaios:
"Las meninas" de Michel Foucault (em As Palavras e as Coisas, cap. 1)
"sex, lies & videotapes" de Nelson Brissac Peixoto (em O cinema dos anos 80. Amir Labaki, org.)

O filme: sex lies & videotapes (Steven Sodenbergh, 1989)

O site: "andros hertz", de Helga Stein (2003 - ). Disponível em http://www.projecto.com.br

Como temos duas semanas e bons feriados no meio do caminho, vale reler os textos recomendados para aula passada (O Livro depois do Livro, pp. 59-83 e o cap. 2 de The Language of new Media).

Isso pode facilitar a concentração da discussão em torno dos seguintes tópicos:

- É possível pensar os horizontes de visibilidade fora dos quadros de legibilidade?

- Os mecanismos de construção da representação e o papel atribuído à tela e à exposição da imagem em "sex lies & videotapes" são tipicamente pós-modernos e refletem a angústia da "sociedade do espetáculo". Já "andros hertz" parece partir do pressuposto que não existe possibilidade de representação fora da sociedade do espetáculo.
Isso posto, pergunta-se:
A vida mediada pela tela é um enunciado da cultura de Rede?
Isso faz parte do processo _irreversível?_ de ciborguização?

- De acordo com Foucault, Velázquez opera a crítica da idéia de representação clássica, fazendo em Las Meninas um exercício irônico de representação da representação. Seguindo esse raciocínio, cabe interrogar como sex lies & videotapes, e/ou andros hertz, elaboram, na construção de suas imagens e nos seus processos de figuração, sua crítica às idéias de representação de seus respectivos contextos discursivos (se é que o fazem).

Escrito por gb às 11h59
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