28/04/2004
pergunte ao pop
Caros,A aula de amanhã discutirá a Pop art e, mais especificamente, Andy Warhol /Factory e seus procedimentos criativos. Tem como base os textos de Annette Michelson e Rosalind Krauss (October Files 2, MIT Press, 2001) e a obra do artista em questão.
Dando seqüência às nossas reflexões sobre a sociedade do espetáculo e a relação entre arte/comunicação/produtos gostaria de marcar alguns pontos de partida que dialogam com questões institucionais, autorais e ligadas a estratégias de criação.
Então, aí vai (ou vão):
"We made movies just to make them" se tornou quase um slogan da Factory e é uma das frases referenciais da história da arte dos anos 60, haja vista que define um protocolo de relação com a produção artística, desdenhando a um só tempo público, instituições e a própria criação. Nesse sentido, cabe perguntar:
1) Por que fazemos arte digital?
a) Porque fazemos
b) Porque temos intenções particulares
c) Porque nossa produção aponta caminhos alternativos aos modelos comerciais, científicos e artísticos.
Andy Warhol tornou-se uma marca. Muito do que foi produzido na Factory não era criação pessoal sua e muito do que circula até hoje são produtos licenciados.
2) Levando-se em conta o tipo de produção de Warhol e da Factory, pergunta-se:
a) Pode-se dizer que é tudo Warhol porque ele era o articulador dessa criação toda?
b) O fato de se transformar em marca acaba com a condição artística ou autoral? Por que?
3) No campo da representação, os críticos destacam a importância de Warhol na alteração de paradigmas compositivos baseados na visão do corpo em pedaços que implodia a noção de subjetividade. No que diz respeito à inovação temática, aponta-se a maneira particular com que trabalhou com ícones da cultura contemporânea para desinconizar-los (ou seja esvaziá-los de significado).
É isso que sobra do legado da pop art para uma cultura de rede?
Escrito por gb às 19h36
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