25/05/2004
Arte Executável
Se existe algo particular e exclusivo da sintaxe da cibercultura esse algo é, certamente, o fato de estar fundada em uma linguagem executável e não apenas transmissível.Essa observação pode permitir que se elaborem parâmetros conceituais capazes de dar conta das distâncias entre os enunciados pós-modernos de uma arte para download e um conjunto de práticas que têm como pressuposto o código de programação como estratégia de alteração dos protocolos.
Com base no texto "Arte para Download" de Juliana Monachesi (publicado no jornal do Centro Cultural Maria Antonia) e no capítulo "Hacking" de Protocol - How control exists after decentralization (Alexander Galloway, MIT Press, 2004), analisaremos nesta aula programas considerados "artísticos" em contraposição a projetos artísticos que lidam com linguagem de programação.
É fundamental que a esta altura do curso, como base nas leituras já realizadas, sejamos capazes de diferenciar software art de arte que faz uso de softwares para se realizar. São dois campos distintos com matizes estéticos, epistemológicos e políticos diferenciados.
Peço, por isso, que visitem os sites comentados pela Juliana em seu artigo e que escolham três programas da base arquivada na runme.org. É importante instalar e testar esse tipo de programa. Tragam uma descrição contendo url, tipologia e características do programa para aula.
Recordando ainda um pedido da aula passada, não deixem de modo algum de acessar o Carnivore do grupo RGB para entender o escopo da discussão que circunda a software art. Caso contrário, será difícil compreender em que medida sua crítica ao pós-modernismo é a um só tempo política, estética e epistemológica.
Todos os sites mencionados estão nos links de referência deste site.
Quem tiver usando windows, não pode deixar de testar o WINP da DXLab...
Escrito por gb às 08h31
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In Memorian to Postmodernism
Caros,Dando continuidade às discussões que temos entabulado, parece que a crítica do pós-modernismo é condição sine qua non para o reconhecimento das práticas e enunciados de uma cultura de rede.
Isso, óbvio, se considerarmos a relação com as mídias como pedra angular dos discursos pós-modernistas. É, afinal, no seu campo de ação que elas foram problematizadas no seu limite (seja como emblema da sociedade do espetáculo, seja como campo de ação).
Basta aqui recordar o final de Sex, Lies & Videotapes, os truísmos de Jenny Holzer ou o desencanto pós-estruturalista a la Virillio.
Em todos esses exemplos as mídias aparecem como uma entidade ontológica que constituem um campo em si.
Não por acaso, uma das primeiras sistematizações das possibilidades de uma cultura de rede foi elaborada como reflexão sobre o pós-modernismo e seus limites epistemológicos.
Trata-se da coletânea In memorian to Postmodernism, cujo primeiro ensaio "Smells Like Avant-Pop" deve ser lido para a próxima aula.
Não é grande, mas se estiverem atropelados, comecem pelo Avant-Pop
Quiz e sigam "em frente" até o fim.
Gostaria que vcs anotassem numa folha suas respostas para tabularmos
em aula. (vai ser divertido e muito instrutivo...)
Não deu tempo para deixar no xerox, mas a versão eletrônica está
disponível em:
http://www.altx.com/memoriam/pomo.html#RTFToC4
"In Memorian to Postmodernism - Essays on the Avant-Pop"
(Amerika/Olsen, San Diego University Press, 1995).
Escrito por gb às 08h23
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