05/08/2004

Blow _your brains_ Up

Então, é verdade.

O semestre letivo começou.

Neste curso, discutiremos as especificidades da imagem digital, procurando compreender suas implicações em nosso processo de visualização e visão.

Procurando romper com visões mecanistas e estruturalistas sobre as transformações técnicas da imagem, que só dão conta da esfera de sua produção, propomos aqui enfretar o repertório de criação que dialoga com a história das tecnologias de ver.

Seguindo essa premissa, o curso se abre com a apresentação de Blow Up (1996) de Antonioni, talvez o mais profundo discurso sobre a imagem como produto da dialética do visível e do invisível.

Vou levar o DVD, mas só assitiremos um trecho em classe. Recomendo, portanto, que vcs assitam o filme inteiro ANTES do dia 12. (A 2001 tem uma cópia em VHS).

No xerox, vcs encontram dois textos referenciais para este curso que servirão de apoio para a discussão de Blow Up:

"Sinais - Refelxões sobre um paradigma indiciário" e "Representação: A idéia, a palavra e a coisa", ambos do Carlo Guinzburg.

O primeiro, publicado em Mitos, Emblemas e Sinais, discute o campo epistemológico que referenda a compreensão das imagens como vestígios de um mundo ontológico.

O segundo, publicado em Olhos de Madeira - nove reflexões sobre a distância, destrincha o processo pelo qual a cultura ocidental constituiu a idéia de representação como presença virtual de uma ausência.

Para calibrar o debate, pediria que os senhores fossem ao Paço das Artes e visitassem a instalação "Projeção" de Raquel Kogan, que põe em questão justamente a dicotomia entre presença e ausência.

Uff....

Por ora é só.

Ao trabalho.

Escrito por gb às 08h33
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