26/11/2004
A pergunta que não quer calar...
Então, estávamos ali no imponente prédio da Fiesp, depois de nossa visita ao imperdível FILE 2004, conversando sobre que tipos de projetos lidam com a idéia de interface como espuma, em detrimento da velha noção clássica de interface como membrana, quando o Renato Almeida Prado lançou um petardo:
_ Até que ponto essa diferenciação não está implicada pelos próprios aparatos? Afinal, os projetos que conseguem elaborar a interface como espuma são justamente aqueles que prescindem da interação via mouse e teclado....
A Vera Bighetti respondeu em um comentário neste blog que me parece importante deixar mais visível:
"O mouse e o teclado interferem na imersão? Ao meu ver, se o projeto estiver resolvido quanto à sua interface, design e arquitetura de informação, de forma amigável, e conseguir despertar no leitor um algo mais do que uma simples interação de movimento ou visual , sonora ou tátil, o projeto levará o interator para dentro da interface/ membrana, transformando-a em uma esponja (Peter Weibel) de modo que deixe de ser percebida e visível. Essa é a busca de muitos autores para conseguir com a tecnologia uma nova estética da interface (Priscila Arantes- interestética)."
Sei não, essa pergunta me deixou realmente encafifada... O que vcs acham?
Lembro bem da cara de caroço entalado na garganta, no meio de um jantar chic, que vcs fizeram... Imagino que tenham outras ponderações a fazer.
Escrito por gb às 18h31
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24/11/2004
generative art ou o fim do antropocentrismo
Depois de tudo que discutimos ao longo do semestre, parece-me que ficou claro que as novas relações homem-máquina estão alterando subtancialmente nossas maneiras de ver, perceber e criar.
Sei que é difícil lidar com o fim do antropocentrismo, mas dia a dia aparecem projetos que relativizam nossas noções de arte e do papel que a inteligência humana desempenha nos processos de produção de imagens, textos e idéias.
Talvez seja por isso que a arte generativa e seus procedimentos viróticos tenham se convertido num dos mais desconcertantes campos da criação com novos meios.
Para quem ainda não se convenceu, vale reler o texto da aula do peter weibel sobre arte algoritmica e
conferir a cronologia sobre o tema disponível em
http://www.zkm.de/algorithmische-revolution/
Um bom site brasileiro de arte generativa é o http://www.artzero.net da Vera Bighetti
É preciso ainda conferir as linkagens e as distâncias dessa modalidade com a softawre art.
Vale, então, a consulta da base de dados da runme.or http://www.runme.org
Que mais?
Não deixem de visitar o 10 by 10.
Quem ainda não entendeu porque o RSS é a virada da arte e da comunicação, entenderá...
http://www.tenbyten.org/10x10.html
Escrito por gb às 08h57
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